Dissertações 2015

AUTOR: CARLOS ADRIANO DA SILVA OLIVEIRA
ORIENTADOR: DENISE HELENA PEREIRA LARANJEIRA
TÍTULO: MINHA PELE É LINGUAGEM, E A LEITURA É TODA SUA (NOSSA): REPRESENTAÇÕES DE PROFESSORES/AS SOBRE A LEI N° 10.639/2003 EM AMARGOSA – BA
RESUMO:
Esta dissertação problematizou as representações de professores/as sobre os desdobramentos da Lei n° 10.639/2003 em Amargosa- BA. A referida lei altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras providências. A investigação teve por objetivo compreender as representações dos/as professores/as participantes da Pós-Graduação lato senso em História da África, da Cultura Negra e do Negro no Brasil (CFP/UFRB), acerca dos desdobramentos da Lei nº 10.639/2003 nas escolas da rede municipal de ensino em Amargosa-BA. Os sujeitos da pesquisa são sete professores/as atuantes no nível da educação básica, com formação específica na área da educação das relações étnico-raciais, integrantes da rede municipal de ensino da cidade de Amargosa-BA. Utilizamos a abordagem qualitativa mediada pela análise de conteúdos (BARDIN, 1977), e a concepção de pesquisa reivindicatória/participativa (CRESWELL, 2010). Os instrumentos para produção de dados foram a análise documental, questionários e grupos focais (BOURDIEU, 1997; LAVILLE e DIONNE, 2007; GATTI, 2005; DIAS, 2000; DAL’IGNA, 2012). Os procedimentos estão em consonância com o enfoque epistemológico dos Estudos Culturais, em diálogo com a categoria de análise das representações (HALL, 2013; FANON, 2008; BHABHA, 2011 e 2013; WORTMANN, 2001). Os resultados da pesquisa ressaltaram o silenciamento das questões que envolvem a educação das relações étnico-raciais no Plano Municipal de Educação de Amargosa (2007), corroborando com as produções políticas cegas à cor, e as decorrências de uma história mal contada. Os sujeitos da pesquisa enfatizaram o poder de armas representativas como a necessidade de reescrever a história dos povos negros nos livros didáticos, as tensões em torno da ação política de professores/as e a inclusão de uma disciplina específica na educação básica para o trato com a educação das relações étnico-raciais. Também problematizam a imposição de lugares comuns, inferiorizados e hierarquizados, na cultura. O estudo revela as representações de professores/as marcadas por uma sede de institucionalizar a Lei n° 10.639/2003 na esfera da Secretaria Municipal de Educação em Amargosa-BA como mecanismo de enfrentamento do racismo a partir do contexto. Por fim, destacamos limites e possibilidades do estudo, em especial o potencial da Lei nº 10.639/2003 atrelada a perspectiva de negociação multi/intercultural, quando refletimos sobre a necessidade de formação de qualidade para o trato com a educação das relações étnico-raciais, bem como as implicações para efetivar uma política cultural de respeito à diferença, que supere as narrativas de desmobilização e leituras essencialistas em torno da questão.
PALAVRA CHAVE: Lei n° 10.639/2003, Representações, Relações Étnico-raciais

AUTOR: CIBELE BARBOSA DE ARAUJO SANTANA
ORIENTADOR: MARCO ANTÔNIO LEANDRO BARZANO
TÍTULO: CIÊNCIAS DA NATUREZA NO PROJOVEM URBANO: DISCURSOS DE UM CURRÍCULO INVENTADO E PRATICADO
RESUMO:
O presente trabalho apresenta os resultados da pesquisa sobre o tema de Ciências da Natureza que é abordado no material didático do Projovem Urbano. Tal escrita foi produzida com o intuito de suscitar e ampliar a discussão sobre Currículo, Ensino de Ciências e políticas públicas voltadas para a Juventude, além de analisar, especificamente, o que é e como é proposto os temas/conteúdos para se ensinar jovens que vivem em condições de vulnerabilidade. A pesquisa teve como objetivo geral: analisar o discurso sobre ciências da natureza e sua relação com a cidadania inserido no material didático do Projovem Urbano. O documento analítico foi o material didático do Projovem urbano, composto por seis guias de estudos (livros texto) e um manual de orientações gerais do Programa. A análise dos dados nos permitiu observar o aspecto político e cultural que o material didático apresenta, enquanto instrumento de difusão e representação de determinados valores. A partir dos resultados encontrados, consideramos que o Programa é tido como um incentivo de uma proposta curricular inovadora que contribui para uma formação cidadã dos jovens que foram excluídos de direitos próprios e singulares de um cidadão, e que estes podem estar atentos com os problemas sociais que o cerca cotidianamente, enxergando dessa forma o papel da ciência vinculado aos interesses e participação da sociedade.
PALAVRA CHAVE: Ciências da Natureza; Cidadania; Projovem Urbano


AUTOR: CINTIA FALCÃO BRITO
ORIENTADOR: ANTONIA ALMEIDA SILVA
TÍTULO: TRANSIÇÃO POLÍTICA E EDUCAÇÃO INFANTIL EM FEIRA DE SANTANA: a democratização e seus sentidos no governo Colbert Martins (1989 -1992)
RESUMO:
Durante o transcurso da ditadura civil-militar instituída no Brasil com o golpe de 1964, Feira de Santana se notabilizou como um pólo de resistência ao regime, tendo em lideranças políticas como Francisco Pinto e Colbert Martins alguns de seus protagonistas que marcaram a gestão pública municipal. Em diálogo com os legados desse período, este trabalho investigou as políticas para educação infantil na segunda gestão municipal de Colbert Martins da Silva (1989-1992) nesse município. O estudo colocou em relevo a seguinte questão norteadora: Quais são as características e marcos regulatórios das ações do governo Colbert Martins para a educação infantil e seus sentidos como vetor de democratização da educação pública no período de 1989 a 1992, em Feira de Santana? A pesquisa teve como objetivo compreender as características, os marcos operatórios e os sentidos das políticas de educação infantil no período em foco. Constituíram-se como referências de análises três categorias centrais: transição, educação infantil e democratização. A categoria transição foi fundamental para ajudar a entender o contexto político e educacional que compreendeu a passagem do regime civil-militar para a chamada democratização política brasileira, especialmente entre 1985 e 1992. A categoria educação infantil mediou a compreensão e análise da política local de educação infantil; por fim, a categoria democratização permitiu entender tais políticas no processo de democratização. Quanto aos caminhos metodológicos fez-se a opção pela pesquisa de tipo documental, por meio de um amplo trabalho exploratório de fontes tais como: matérias jornalísticas, relatórios, pronunciamentos dos gestores e registros escolares. Os dados coletados permitiram afirmar que o Programa de Educação Pré-escolar, implementado no Governo Colbert Martins não foi suficiente para superar o caráter seletivo do acesso à educação das crianças de zero a seis anos, vez que priorizou o atendimento das crianças de quatro a seis anos nas pré-escolas, deixando as associações comunitárias e filantrópicas com responsabilidade do atendimento das demais crianças da educação infantil. Deste modo a política do governo municipal colaborou para instituir tipicações desse atendimento na rede pública de educação do município, com modelos diferenciados no que tange não só à organização administrativa, mas às finalidades da educação, prevalecendo uma concepção assistencialista. Assim, conclui-se que a política de educação infantil na gestão e período estudados não promoveu avanços na perspectiva da democratização.
PALAVRA CHAVE: Feira de Santana – Transição – Política para Educação Infantil – Democratização.


AUTOR: CLAUDIANO DA HORA DE CRISTO
ORIENTADOR: Luiz Antonio Ferraro Júnior
TÍTULO: DIVERGÊNCIAS INCONCILIÁVEIS E PACTUAÇÕES CONVENIENTES: ELABORAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO DO CAMPO EM MUNICÍPIOS BAIANOS
RESUMO:
A presente pesquisa problematizou o ciclo das políticas sociais de Educação do Campo, no sentido de compreender a contribuição de agentes sociais do Estado, e da sociedade civil, no processo de sua implementação. Ela tem como objeto de estudo a atuação do Coletivo do Projeto Conhecer, Analisar e Transformar a realidade do campo (Projeto CAT) na mobilização da agenda da política social de Educação do Campo em municípios baianos. Essa pesquisa teve como pergunta norteadora: qual a contribuição do Coletivo do Projeto CAT para a formulação e efetivação de políticas sociais de Educação do Campo, para um conjunto formado por 26 municípios do Estado da Bahia, no período de 2003 a 2010? Diante dessa pergunta, foi formulado o seguinte objetivo geral: analisar as ações e proposições do Coletivo do Projeto CAT no processo de formulação e implementação das políticas sociais de Educação do Campo nas redes básicas de Ensino Fundamental. A abordagem epistemológica que orienta esta pesquisa é a crítico-dialética, cuja matriz é o materialismo histórico-dialético. Essa pesquisa foi operacionalizada por meio da técnica de análise de dados, cuja principal fonte foram os Relatórios Anuais do Projeto CAT, do ano de 2003 a 2010, que registraram as atividades desenvolvidas pelo Coletivo desse Projeto. Como categorias de análises destacam-se: políticas sociais e educação popular. Conduzido pelas referências teórico-metodológicas podemos analisar as políticas sociais de Educação do Campo no Brasil e sua expressão particular, o Projeto CAT, e constatamos que o Coletivo do Projeto CAT, apesar de algumas contradições, colocou em pauta a política de Educação do Campo. Contudo, diante de uma conjuntura local, nacional e internacional de hegemonia da política neoliberal, que resultou numa perda da radicalidade dos movimentos sociais, na construção do consenso entre classes sociais antagônicas e em políticas públicas focalizadas, voltadas para amenizar a pobreza, e, por conseguinte, os conflitos sociais, as ações do Coletivo do Projeto CAT não lograram êxito.
PALAVRA CHAVE: Educação do Campo. Educação popular. Projeto CAT. Políticas sociais


AUTOR: ELISA CARNEIRO SANTOS DE ALMEIDA
ORIENTADOR: AMALI DE ANGELIS MUSSI
TÍTULO: APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO SUPERIOR: A AUTO-TRANS-FORMAÇÃO DO ESTUDANTE NA APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS (PROBLEM-BASED LEARNING - PBL)
RESUMO:
Este estudo estabelece como foco de investigação os processos de aprendizagem de estudantes da Educação Superior. Especificamente, buscaremos compreender as características da aprendizagem na perspectiva da metodologia da Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) a partir da ótica dos estudantes do curso de Medicina da Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS. Consequentemente, os estudos desenvolvidos sobre: a aprendizagem do estudante adulto; as metodologias ativas e a metodologia da Aprendizagem Baseada em Problemas, que adquirem importância fundamental para o desenvolvimento desta investigação. Neste sentido, abordaremos a aprendizagem do adulto e suas especificidades sob a ótica de autores como: Oliveira (2005), Nogueira (2009), Vigotski (1996; 2007), Placco e Souza (2006) dentre outros. Nas discussões sobre as metodologias ativas trazemos à baila os estudos de Anastasiou (2007; 2009), Berbel (1998), Ribeiro (2010) e Oliveira (2010). De tal modo, para discutir sobre a metodologia da ABP, articulamos as análises teóricas dos seguintes autores: Barrows (1996), Chaer (2010), Feuerwerker (2002), Komatsu (2010), Mamede (2001) e Ribeiro (2010). Sob tais perspectivas, desenvolvemos uma pesquisa de campo de abordagem metodológica qualitativa, exploratória e descritiva. Pela compreensão que os relatos dos estudantes se fortalecem em situações pelas quais há oportunidades de troca de saberes. Assim, elegemos como principal instrumento de coleta de dados a realização de grupos focais com estudantes do 3º e 4º ano do curso de Medicina da UEFS. Com efeito, a análise dos dados foi realizada a partir dos pressupostos delineados por Bardin (2001), sobre a análise de conteúdo que possibilitou a constituição de três categorias, a saber: aprender a ser sujeito da aprendizagem; aprender com o outro; aprender pela práxis. De modo que os resultados revelam as especificidades da aprendizagem na metodologia da ABP. Os relatos ainda apontam que, embora enfrentem alguns problemas no curso de Medicina da UEFS, os objetivos da proposta metodológica da ABP são satisfatoriamente alcançados. Portanto, buscamos, com esse estudo, contribuir para o (re)pensar das bases do processo de aprendizagem na Educação Superior, a favor de uma universidade que desenvolva a autonomia do estudante para o seu efetivo desenvolvimento pessoal e profissional.
PALAVRA CHAVE: Aprendizagem Baseada em Problemas; Aprendizagem na Educação Superior; Metodologia Ativa


AUTOR: EMMANUELLE FELIX DOS SANTOS
ORIENTADOR: WILSON PEREIRA DE JESUS
COORIENTADOR: PROF.ª DRA. SUSANA COUTO PIMENTEL
TÍTULO: O ENSINO DE LIBRAS NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR: UM ESTUDO DE CASO NAS LICENCIATURAS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA
RESUMO:
A inclusão da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como componente curricular nas licenciaturas é a propulsora da questão que possibilitou o desenvolvimento desta dissertação. A implantação deste componente curricular surgiu há 13 anos, concomitantemente com o reconhecimento da Libras como língua através da Lei nº. 10.436/02. Essa lei proporciona abertura social, política e educacional às minorias surdas excluídas, que, a partir de 1990, passam a ter visibilidade educacional. Assim, no Brasil, se inicia, neste período, uma nova política educacional, a inclusiva, ampliando significativamente o acesso de alunos com necessidades educacionais especiais (NEE) às escolas comuns. A inserção desses alunos, em especial dos surdos, ocasiona mudanças nas práticas e nas estruturas educacionais, assim como na formação do professor, o que requer implantação de certas políticas educacionais. Em atendimento a essas mudanças educacionais, o Decreto que regulamenta a lei da Libras estipula prazos e percentuais para que as Instituições de Ensino Superior (IES) possam implantar o componente curricular Libras, obrigatoriamente, nas licenciaturas. Assim, em obediência a esta determinação, a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), passa a ofertá-lo em 2009. Cientes do compromisso dessa IES com a formação de professores e frente a esse novo contexto, o presente trabalho estabelece como objetivo analisar as contribuições que a organização do componente curricular Libras na UEFS oferece para a formação de seus licenciandos. Para tanto, optamos por discutir inicialmente a natureza do ensino em estudo, a língua, dialogando com Platão (aprox. 390 a.C.), Saussure (1891 apud DEPECKER, 2012), Vygotsky (2009 [1934]), Gesser (2009) e outros. Em seguida, reportamos ao ensino da Libras na formação do professor baseando-nos nos escritos de Tardif (2012 [1991]), Soares (1999), Lacerda (2013) e pesquisas recentes sobre o ensino de Libras nas licenciaturas. Como orientação metodológica, utilizamos o estudo de caso com a abordagem qualitativa que, alinhada à técnica de análise de conteúdo, buscou articular a organização da Libras nos documentos normativos da UEFS com a voz dos professores da área. Isso nos possibilitou perceber que, na organização do componente curricular Libras, na UEFS, ainda há uma incógnita sobre seus reais objetivos, apesar de ela cumprir sim uma função formativa, embora fragmentada. Há a predominância de aspectos que envolvem a proficiência da língua em detrimento do saber pedagógico; mas, ao problematizar a própria língua e o surdo, este componente curricular fomenta e incentiva ao futuro professor um saber que lhe permitirá não invisibilizar o surdo nas escolas comuns. Destarte, consideramos que o componente curricular Libras cumpre um papel importante na formação do futuro professor e que as lacunas existentes nesta formação advêm da sua constituição legal, que apresenta sentidos dúbios acerca de sua finalidade e, principalmente, da própria formação docente, que ainda é marcada por reflexos da lógica disciplinar.
PALAVRA CHAVE: Libras; Ensino; Licenciatura; Formação Docente


AUTOR: GERSIVÂNIA MENDES DE BRITO SILVA
ORIENTADOR: WELINGTON ARAÚJO SILVA
TÍTULO: A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA NO CONTEXTO DO PARFOR: UM ESTUDO DE CASO A PARTIR DO CURSO DE LICENCIATURA DA UEFS
RESUMO:
O presente estudo visa contribuir com as discussões no campo da formação de professores de educação física escolar. Para atender à necessidade de professores qualificados para atuar nas escolas de educação básica do Brasil, são elaboradas e implementadas políticas públicas de formação de professores, dentre essas políticas está o Plano Nacional de Formação de Professores (PARFOR), que tem por objetivo ofertar cursos emergenciais de licenciaturas ou programas especiais dirigidos aos docentes em exercício há pelo menos três anos na rede pública de educação básica, conforme consta no artigo 11, inciso III do Decreto nº 6.755, de 29 de janeiro de 2009. Nesse trabalho nos preocupamos em estudar o curso PARFOR de Licenciatura em Educação Física da Universidade Estadual de Feira de Santana a fim de compreender como se expressa a formação do professor nesse contexto. Para tanto, utilizamos aportes do materialismo histórico-dialético. Saviani (2004) afirma que a reflexão do homem sobre os problemas da realidade deve ser radical, rigorosa e de conjunto. Essas características se relacionam às categorias totalidade, contradição e mediação da opção metodológica desse trabalho. Essa pesquisa é também caracterizada como crítica, descritiva e de acordo com Triviños (2009) um estudo de caso de natureza documental. Todas as fontes de informações apresentadas nesse material como leis, processos e condições escolares (PARFOR-EF-UEFS), compõem esse trabalho no intuito de consistir na Técnica da Triangulação (TRIVIÑOS, 2009). Analisamos os dados fundamentados em Bardin (2009), por meio da Análise de Conteúdo. A interpretação inferencial dos resultados foi mediada pela pesquisa prévia sobre as abordagens pedagógicas da educação física escolar (DARIDO, 2003), concepções de formação de professores (SAVIANI, 2009; FACCI, 2004) e método no materialismo histórico dialético (SAVIANI, 2004; RÊSES, 2014). Todo esse percurso metodológico nos fez compreender que o PPP-EF-PARFOR-UEFS não expressa unidade teórico-metodológica quanto ao trabalho com as abordagens pedagógicas da educação física, o que compromete o papel político da função de educador da educação básica.
PALAVRA CHAVE: PARFOR. Políticas públicas. Abordagem pedagógica da educação física. Formação de professores


AUTOR: GLEICE KELI BARBOSA SOUZA
ORIENTADOR: GLÁUCIA MARIA COSTA TRINCHÃO
TÍTULO: OS ESQUECIDOS DA HISTÓRIA” E A LEI 11.645/08: CONTINUIDADES OU RUPTURAS? UMA ANÁLISE SOBRE A REPRESENTAÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL EM LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA
RESUMO:
A presente pesquisa objetivou identificar e analisar o espaço que a temática indígena ocupa na historiografia didática em face das transformações e/ou permanências provocadas pela instituição da Lei 11.645/2008. Tal escrita foi produzida com o intuito de suscitar e ampliar a discussão sobre a história silenciada e marginalizada dos povos indígenas do Brasil. A pesquisa apresenta uma abordagem qualitativa de caráter documental, na qual utilizamos como principais documentos de análise os textos e imagens contidas nas coleções didáticas História Sociedade & Cidadania e História das Cavernas ao Terceiro Milênio aprovadas pelo PNLD de 2008 e 2011 e destinadas ao Ensino Fundamental II (6°ao 9°ano). Haja vista que os livros didáticos são instrumentos importantes na consolidação e propagação de representações. A análise das fontes nos permitiu problematizar sobre as abordagens privilegiadas e desprezadas na história do Brasil presente nos livros didáticos, assim como constatar que a representação dos povos nativos nos manuais didáticos de História ainda tem sofrido positivas mudanças, mas faz-se necessário que os resultados dos avanços nas pesquisas acadêmicas e historiografia possam alcançar o público leitor dos livros didáticos.
PALAVRA CHAVE: Representação, Povos Indígenas, Livro Didático
AUTOR: IZENILDES BERNARDINA DE LIMA
ORIENTADOR: MIGUEL ALMIR LIMA DE ARAÚJO
TÍTULO: A CRIANÇA E A NATUREZA: EXPERIÊNCIAS EDUCATIVAS NAS ÁREAS VERDES COMO CAMINHOS HUMANIZADORES
RESUMO:
Este estudo parte do pressuposto de que as crianças, enquanto seres constituídos de natureza e de cultura, necessitam de convívio com o mundo natural, sendo este um dos seus direitos inalienáveis e uma das condições para que elas se desenvolvam plenamente. O afastamento das crianças da natureza é uma das características da infância contemporânea e é resultado de um longo processo histórico, que, a partir da era moderna, instrumentalizou a natureza para fins mercadológicos e retirou o ser humano do seu convívio. Uma das consequências desta visão nas escolas da infância é uma educação distante da vida, realizada em espaços fechados que aprisionam o corpo, desconsideram as especificidades das culturas infantis, e, consequentemente, bloqueiam o desenvolvimento das potencialidades das crianças. Esta pesquisa buscou sistematizar significados e sentidos expressos pelas crianças quando convivem e atuam nas áreas verdes e discutir de que modo estes sentidos contribuem para sua formação enquanto seres compostos de múltiplas dimensões. A investigação, de natureza qualitativa, se deu na Escola Infantil Apito, no município de Camaçari, Bahia, através da observação participante junto a uma turma de crianças de cinco anos de idade e da realização de um grupo focal com quatro educadoras e quatro estagiárias. Teve, entre seus referenciais, os estudos sobre: a educação ambiental na primeira infância; a organização dos ambientes de aprendizagem; a escuta das crianças enquanto produtoras de cultura; o desenvolvimento da sensibilidade como condição necessária para construção de novos modos de vida. Os dados revelam que as áreas verdes são espaços amplamente preferidos pelas crianças, nos quais elas brincam, interagem, imaginam e criam, onde o corpo se movimenta livremente a partir de seus desejos e interesses. Além disso, pelas experiências espontâneas, de plantios e cultivos, de cuidado com os animais, as crianças aprendem sobre o mundo natural e exercitam o cuidado amoroso com outras formas de vida. Nossa humanidade, constituída pelas dimensões racional, corporal, espiritual, emocional, se amplia e se aprofunda a partir da integração com o mundo natural, do qual somos parte, resultando em modos de viver pautados, prioritariamente, pela sensibilidade. O convívio com os demais seres e elementos da natureza é, portanto, um dos caminhos primordiais em nosso processo de humanização.
PALAVRA CHAVE: Relação criança e natureza, educação infantil, sensibilidade


AUTOR: LAÍS ALCÂNTARA RIOS LIMA
ORIENTADOR: LUDMILA OLIVEIRA HOLANDA CAVALCANTE
TÍTULO: O SIGNIFICADO DAS ESCOLAS RURAIS MULTISSERIADAS NO CONTEXTO DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DOS CAMPOS-BA
RESUMO:
O estudo sobre as escolas rurais multisseriadas a partir dos sujeitos do campo, justifica-se pela importância do tema no âmbito social, político e acadêmico, visto que se faz premente investigar, conhecer e compreender a problemática da multisseriação e suas peculiaridades sócio educacionais. Nesse sentido, a presente investigação tem com objetivo analisar o significado das escolas rurais multisseriadas para os sujeitos da comunidade escolar, no contexto do município de São Gonçalo dos Campos, no interior da Bahia. Ancorado no debate da Educação do Campo, o estudo apresenta uma pesquisa qualitativa, do tipo estudo de caso. O lócus foram duas escolas da zona rural do referido município: uma escola em funcionamento e outra desativada. Os sujeitos participantes desta pesquisa foram: um representante da gestão educacional do município, docentes de escolas rurais multisseriadas e pais/mães de alunos. O instrumento de coleta de dados foi a entrevista semi-estruturada, e os dados foram analisados com base na análise de conteúdo. A partir dos dados produzidos, foi identificado que os pais atribuem valor positivo às escolas localizadas nas comunidades rurais onde residem, independentemente da organização pedagógica adotada pelas mesmas. Para eles, as escolas rurais multisseriadas são vistas como a garantia do direito à educação, sendo espaços pertencentes à história da comunidade, locais responsáveis pela formação escolar, pela formação social dos sujeitos, além de ser o “veículo” de promoção da tão sonhada “ascensão social”. As professoras veem a escola rural multisseriada como uma importante instituição local, pois possibilita às crianças estudarem no lugar onde vivem, além de ser um espaço de socialização comunitária e de aproximação com as famílias. Tanto os pais quanto as professoras ressaltam as condições precárias de infraestrutura das escolas como um aspecto negativo, um fator que mais expulsa os alunos do que os atrai. Para a gestão municipal, as escolas rurais multisseriadas não promovem a aprendizagem dos alunos, e por isso representam mais um problema do que um desafio para o trabalho e investimento público educacional. O estudo revela que o fechamento de escolas rurais multisseriadas nos últimos anos, no município de São Gonçalo dos Campos, revelou-se como um fenômeno que causa diversos impactos nas comunidades e no cotidiano das famílias, seja na perspectiva social, simbólica e/ou afetiva com o contexto. Tal fenômeno, justificado pelo poder público como estratégia para melhorar a educação na zona rural do município, não está em consonância com a política nacional de Educação do Campo, nem com os anseios e opiniões dos sujeitos das comunidades rurais que participaram desta pesquisa. Esta investigação revela ainda a necessidade de elaboração de uma proposta educativa no contexto do município de São Gonçalo dos Campos, articulada ao debate da Educação do Campo e em consonância com as demandas socioculturais dos sujeitos do campo.
PALAVRA CHAVE: Escolas Rurais Multisseriadas. Educação do Campo. São Gonçalo dos Campos.


AUTOR: LILIANE SOUZA DE ASSIS
ORIENTADOR: ANTONIA ALMEIDA SILVA
TÍTULO: AS CRIANÇAS DE SEIS ANOS NO ENSINO FUNDAMENTAL: IMPLICAÇÕES NA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO DE ESCOLAS MUNICIPAIS DE CONCEIÇÃO
DO JACUÍPE (2007-2012)
RESUMO:
Esta pesquisa problematiza as implicações da Lei 11.274/06 na organização do trabalho pedagógico para atendimento das crianças de seis anos inseridas no ensino fundamental, em escolas municipais de Conceição do Jacuípe, no período de 2007 a 2012. Para isso, o estudo elegeu como questão central de investigação: Quais as implicações da Lei 11.274/2006 na organização do trabalho pedagógico para atendimento das crianças de seis anos inseridas no ensino fundamental, em escolas municipais de Conceição do Jacuípe? E diálogo com esta questão a pesquisa teve como objetivo analisar as implicações da Lei 11.274/2006 na organização do trabalho pedagógico para atendimento das crianças de seis anos inseridas no ensino fundamental, em escolas municipais de Conceição do Jacuípe. A metodologia adotada baseia-se na abordagem qualitativa e busca articular a análise da política com os processos vividos pelos sujeitos, tomando como principais categorias de análises os conceitos de infância e organização do trabalho pedagógico. Como instrumentos de coleta de dados foram usados análise de documentos oficiais nacionais e locais relacionados ao objeto, particularmente os que indicam as diretrizes para as políticas educacionais no município, bem como entrevistas semiestruturadas com professores que atuam no primeiro ano, gestores e coordenadores pedagógicos de duas escolas municipais, além de observações sistemáticas das relações educativas estabelecidas nas escolas com vista ao atendimento das crianças de seis anos. Os dados coletados permitem afirmar que os documentos elaborados pelo Conselho Municipal de Educação de Conceição do Jacuípe para implantação do ensino fundamental de nove anos, dialogam com a proposta da lei, no que diz respeito aos aspectos operacionais: transição gradativa do ensino fundamental de oito para nove anos de duração; idade de corte para matrículas e proposta de reformulação da organização do trabalho pedagógico para atendimento das crianças de seis anos. A análise dos processos vividos pelos sujeitos no processo de implementação da lei revelaram os desafios teóricos e metodológicos que entram em cena, especialmente em relação à indefinição de concepções de infância e organização do trabalho pedagógico nos depoimentos dos sujeitos e nos documentos das instituições; à fragilidade das discussões acerca da organização do trabalho pedagógico e suas relações com as especificidades da infância, bem como, a necessidade de um debate, no município sobre para que e para quem estamos educando.
PALAVRA CHAVE: Ensino Fundamental de nove anos – infância- organização do trabalho pedagógico – Conceição do Jacuípe
AUTOR: LUCIANA BRANDÃO OLIVEIRA MASCARENHAS
ORIENTADOR: MIRELA FIGUEIREDO SANTOS IRIART
TÍTULO: SIGNIFICADOS DA EXPERIÊNCIA DE RE-INSERÇÃO ESCOLAR: O PROGRAMA PROJOVEM URBANO NA PERSPECTIVA DE SEUS PROTAGONISTAS
RESUMO:
O presente trabalho investigou como adultos jovens que vivenciaram uma trajetória escolar irrregular, marcadamente de exclusão, significam a experiência de re-inserção escolar no Programa Projovem Urbano, na cidade de Feira de Santana, Bahia. O trabalho foi realizado em um dos núcleos do Programa situado no bairro Campo Limpo. A pesquisa buscou compreender as trajetórias escolares irregulares e os significados dessas trajetórias sobre a experiência de escolarização desses jovens adultos. Analisou também como os processos de significação engedrados no contexto do programa configuram mudanças na projeção do futuro. O estudo focalizou a perspectiva do jovem enquanto ser em desenvolvimento, que produz significações na trama das relações sociais. Para a construção do aporte teórico-metodológico o trabalho investigativo assentou-se em uma abordagem epistemológica de complexidade, de modo interdisciplinar, situada na interlocução entre a perspectiva psicológica da Rede de Significações (RedeSig) e a Sociologia da experiência escolar. Utilizamos diferentes estratégias para a produção dos dados: observação direta do contexto, com registros em diários de campo, questionário, conversas informais, grupo focal e entrevistas narrativas, buscando reunir em conjunto diferentes narrativas que se cruzam, compondo redes de significação. Os resultados apontaram que os modos de subjetivação que vão se construindo ao longo de um percurso escolar irregular produzem um impacto na trajetória desenvolvimental dos alunos, quando limita possibilidades de inserção social. A trajetória escolar “labiríntica” está imersa em uma rede de significados e sentidos que se efetiva nos múltiplos campos interativos nos quais se realizam as mediações da experiência escolar. Algumas redes podem se apresentar mais fragilizadas que outras e a escola pode favorecer ou dificultar a articulação de um “projeto de si” no contexto dessa rede. Desse modo, o fenômeno das trajetórias irregulares, experimentado por tantos jovens brasileiros, está associado a uma problemática social mais ampla, pois os modos de subjetivação, articulam posicionamentos sociais, circunscrevendo diferentes lugares na dinâmica social.
PALAVRA CHAVE: Juventude; Re-inserção escolar; Programa Projovem Urbano; Redes de Significação



AUTOR: MARIA CONCEIÇÃO PIMENTEL DOS SANTOS
ORIENTADOR: SOLANGE MARY MOREIRA SANTOS
TÍTULO: A POLÍTICA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: TRAJETÓRIAS DE UMA POLÍTICA EM AÇÃO NO MUNICÍPIO DE TUCANO – BAHIA
RESUMO:
A política de Educação Inclusiva resulta de vários movimentos mundiais e nacionais orientados no que está inscrito na base legal dos direitos humanos. No Brasil, foi ganhando espaços e adeptos no campo da pesquisa e das práticas nas duas últimas décadas a fim de minimizar e superar as barreiras impostas pela sociedade ao longo da história e enfrentadas pelas pessoas com deficiência e suas famílias. Os municípios brasileiros tiveram acesso aos princípios dessa política por meio do Programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade, intrumento utilizado pelo Ministério da Educação para orientar na transformação dos sistemas de ensino. Nesse sentido, esta pesquisa tem como questão central como se deu a implantação da Política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (PNEE-EI) no município de Tucano-Bahia, no período de 2005 a 2012 e como objetivo geral analisar o processo de implantação dessa mesma política na Rede Municipal de Educação de Tucano-BA. O percurso metodológico adotado fundamentou-se na abordagem do Ciclo de Políticas, permitindo que o objeto fosse compreendido a partir dos três contextos primários indicados: o de influência, o de produção do texto e o da prática. De caráter qualitativo, esta investigação apresenta o estudo de caso sobre a implantação da Política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva no município de Tucano, cujos dados foram produzidos por meio de pesquisa documental, grupo focal, entrevista semiestruturada, questionário, sendo a análise dos dados apoiada na análise de conteúdos. Os estudos revelaram que existe uma Política de Educação Inclusiva em andamento em Tucano/BA, desencadeada pela adesão do município ao Programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade, em 2005 e, embora ainda não esteja documentada no âmbito municipal, vem seguindo as orientações da PNEE-EI, de 2008, alterando, portanto, a história da Educação Especial e da educação regular local. Foram indicadas como principais dificuldades a resistência de professores em receber os alunos com deficiência nas salas de aulas regulares, dos pais das crianças e adolescentes com deficiência, em levá-las para as escolas comuns e, principalmente, da Apae, que era a única instituição de Educação Especial no município e, naquele contexto, manifestou-se contrària à essa política. No que diz respeito ao proposto nacionalmente e o executado em Tucano, verificou-se que houve avanços na formação de gestores e professores, na efetivação do Atendimento Educacional Especializado (AEE), nas ações intersetorias, acessibilidade, participação da família, continuidade da escolarização, mas que tais avanços ainda são tímidos para a demanda do município.
PALAVRA CHAVE: Direito à Educação. Educação Especial. Educação Inclusiva. Diversidade


AUTOR: MARTA DE SOUZA FRANÇA
ORIENTADOR: ANTONIO ROBERTO SEIXAS DA CRUZ
TÍTULO: NAVEGANDO EM MARES DA DOCÊNCIA SUPERIOR: REPRESENTAÇÕES DE ENFERMEIROS-PROFESSORES DE UMA FACULDADE PARTICULAR DE FEIRA DE SANTANA – BAHIA
RESUMO:
A presente Dissertação tem como objetivo conhecer como professores bacharéis em Enfermagem, que não tiveram formação para o trabalho docente, significam a docência na educação superior particular. Nessa perspectiva, a questão norteadora de nosso trabalho foi elaborada da seguinte maneira: Como os enfermeiros-professores de uma faculdade particular significam a docência no ensino superior e de que maneira esses sentidos mobilizam suas práticas pedagógicas? A investigação esteve amparada metodologicamente na abordagem qualitativa, situada no campo da Fenomenologia, utilizando-se de princípios da Teoria das Representações Sociais (MOSCOVICI, 2003) e da Análise de Conteúdo (BARDIN, 2001), fundamentados pelos pressupostos epistemológicos do paradigma emergente (BERHENS, 2003). O Lócus da pesquisa foi uma Faculdade particular, localizada em Feira de Santana-BA. Os sujeitos investigados constituíram-se em seis (6) professores, bacharéis em Enfermagem - que exercem a docência nessa instituição de ensino superior. Como instrumento de coleta e produção de dados foi utilizada a entrevista semi-estruturada. Para demarcar o nosso objeto de pesquisa e dialogar sobre a Docência no Ensino Superior no setor privado, utilizamos como fundamentação teórica autores, a exemplo de: Dias Sobrinho (2009), Pimenta e Anastasiou (2011), Tardif (2007), Cunha (2009), dentre outros. Como resultados alcançados, após as interpretações das unidades temáticas, analisamos que a docência na educação superior foi despertada como uma segunda profissão, desafiando-lhes a utilizar práticas tradicionais de ensino. Ademais, os depoentes afirmaram que a formação e atuação em Enfermagem contribuem para um fazer docente mais consubstanciado. Porém, reconhecem as práticas formativas continuadas são necessárias para reelaborarem suas atividades de professor. Quanto aos saberes da docência, a maioria dos pesquisados apontaram os saberes da experiência, disciplinares e específicos como importantes na prática docente, enquanto que reconheceram a necessidade de manter uma relação dialógica com os estudantes. No tocante a identidade profissional, os sujeitos trazem a ideia de uma identidade em movimento, um pertencimento diluído em ambas as profissões.
PALAVRA CHAVE: Educação superior privada. Docência. Representações. Enfermeiro-professor.


AUTOR: MILENA SANTOS RODRIGUES
ORIENTADOR: MIRELA FIGUEIREDO SANTOS IRIART
TÍTULO: “ANDAR COM FÉ EU VOU!" ENTRE TRANSIÇÕES E TRADIÇÕES: UM POUSO CARTOGRÁFICO SOBRE AS TRAJETÓRIAS DOS JOVENS DE TERREIRO EM BONFIM DE FEIRA

RESUMO:
A presente pesquisa tem como foco compreender as trajetórias de vida dos jovens vinculados às religiões afro-brasileiras do distrito de Bonfim de Feira a partir dos atravessamentos sociais, culturais e religiosos que circunscrevem seus modos de vida. O trabalho delineou-se com vistas a ampliar as discussões sobre a temática da juventude, valorizando o olhar e a voz dos jovens na aproximação com as suas próprias vivências sociais. Sendo assim, foram abordadas as categorias teóricas: juventudes e trajetórias concomitantemente com os conceitos de temporalidade e transições. As categorias teóricas religiosidade e pertencimento também foram abordadas, buscando-se evidenciar como estas duas dimensões articulam-se na configuração das identidades híbridas. A metodologia adotada foi a de cunho qualitativo e o método cartográfico foi escolhido como estratégia investigativa, focando sobre as interações com o lugar (Bonfim de Feira) e os sujeitos, na apreensão dos processos intersubjetivos entre a pesquisadora e os pesquisados. As análises das entrevistas narrativas foram organizadas de modo a evidenciar as singularidades presentes em cada trajetória dos jovens entrevistados, bem como apresentar discussões acerca das transições a partir dos aspectos comuns de suas trajetórias tais como escolarização, trabalho, inserção profissional, vivencia comunitária, cultural e religiosidade. Assim, esta pesquisa nos permitiu compreender que os jovens estão inseridos dentro de um contexto marcado por uma forte tradição cultural e religiosa, que lhes oferecem ancoragens na preparação para o futuro. Vivenciam tensões na relação entre escola e trabalho, o migrar e o ficar, ao mesmo tempo em que buscam negociar outras formas de sociabilidade, bem como reinventam formas de pertencer e de dar continuidade às tradições do lugar.
PALAVRA CHAVE: Juventudes, Trajetórias, Transições, Tradição, Pertencimentos.


AUTOR:.NANDYARA SOUZA SANTOS
ORIENTADOR: MARINALVA LOPES RIBEIRO
TÍTULO: O PAPEL DA ASSESSORIA PEDAGÓGICA NO DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO SUPERIOR: A REALIDADE DE UMA FACULDADE PRIVADA DA BAHIA
RESUMO:
A presente dissertação, resultado de uma pesquisa empírica, de abordagem qualitativa, realizada como um dos requisitos do Mestrado em Educação da Universidade Estadual de Feira de Santana, problematiza o papel do assessoramento pedagógico na formação pedagógica de professores da educação superior, tomando- a como referente ao desenvolvimento profissional. A investigação, lastreada no paradigma emergente da ciência (SOUSA SANTOS, 1995), caracterizado pela complexidade e transdisciplinaridade (MORAES e VALENTE, 2008) em diálogo com a Teoria das Representações Sociais (MOSCOVICI, 2003; 2013), (JODELET, 2001), com as reflexões no campo da docência na educação superior (CUNHA, 1998; RISTOFF, 2006), da formação pedagógica dos profissionais do magistério superior (VASCONCELOS, 2000; PIMENTA e ANASTASIOU, 2002; TARDIF, 2007; SOARES e CUNHA, 2010) e do assessoramento pedagógico (LUCARELLI, 2002 e 2008; CUNHA, 2012 e 2014), partiu da seguinte questão de pesquisa: de acordo com as representações de professores de uma faculdade da rede privada da Bahia, quais as contribuições do setor de assessoramento pedagógico para o desenvolvimento profissional desses sujeitos? O locus de realização da pesquisa empírica foi uma faculdade da rede privada da Bahia, sendo que os sujeitos colaboradores foram um total de 07 professores de cursos de graduação da alusiva instituição de educação superior. A fim de constituir o corpus da pesquisa, realizamos entrevistas semiestruturadas, com questões do tipo exmanente (JOVCHELOVITCH e BAUER, 2002). As porções de sentido foram organizadas, analisadas e discutidas a partir dos pressupostos teórico-metodológicos da Análise de Conteúdo (BARDIN, 2011). Como resultados alcançados pudemos observar que os professores consideram a docência na educação superior como uma atividade complexa, com identidade profissional que oscila entre a vocação e a profissionalização, sendo que alguns professores acreditam que o domínio de métodos e técnicas é suficiente para o ato de ensinar. No que se refere à formação pedagógica para a docência na educação superior, notamos que a profissionalização dos professores é envolta em muitas forças, às vezes favoráveis, às vezes antagônicas, o que torna ainda mais complexa a situação da docência no magistério superior, vez que a falta de formação pedagógica dificulta a constituição de uma identidade profissional. Por último, ao discutirmos o papel do assessoramento pedagógico, testemunhamos que a atuação da ASPED é um tema bastante controverso, incorporando desde as questões pontuais, emergenciais que visam o atendimento das necessidades mercadológicas de uma instituição privada, passando pela formação pedagógica dos professores, pelo acompanhamento de docentes nos processos de reformulação curricular dos cursos de graduação, pela revisão das práticas de avaliação na educação e pelo registro e fomento de práticas pedagógicas inovadoras
PALAVRA CHAVE: docência; educação superior; formação pedagógica; desenvolvimento profissional; assessoramento pedagógico


AUTOR: ROSEANE SUZART LEITE DIAS
ORIENTADOR: WELINGTON ARAÚJO SILVA
TÍTULO: CRÍTICA DA CONCEPÇÃO DE CRIANÇA, DE EDUCAÇÃO E DE CULTURA CORPORAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ANÁLISE DOS DOCUMENTOS OFICIAIS
RESUMO:
O presente trabalho investigou a concepção de cultura corporal na Educação Infantil e justifica-se pela importância que possui a cultura corporal para o desenvolvimento infantil. Assim, nosso bjetivo foi de constatar a concepção de cultura corporal presente na Educação Infantil através da análise do Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil e das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil; Identificar a concepção de ser humano/criança, Educação/Educação Infantil que defendem o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e a Política Nacional para a Educação Infantil. Nossa hipótese foi que há ausência de conceitos científicos nos documentos que tratam sobre a cultura corporal e que esta falta de cientificidade compromete o processo de aprendizagem na Educação Infantil. Neste sentido, nossa investigação parte da seguinte problemática: Qual a concepção de ser humano/criança e de educação/educação infantil que sustentam os documentos oficiais para o Ensino na Educação Infantil? Em especial, qual a concepção de cultura corporal presente neles? O ponto inicial para a construção desse trabalho se deu pela defesa da teoria do conhecimento materialista histórico dialético. Enquanto técnica de pesquisa, utilizamos a análise de conteúdo. Expusemos sobre a concepção de ser humano, analisando como esta concepção direciona os rumos da formação; em seguida tratamos das especificidades do desenvolvimento infantil, as concepções pedagógicas presente nas instituições de Educação Infantil e o papel dos professores neste processo de desenvolvimento; logo após buscamos analisar a concepção de cultura corporal e seu papel no processo de desenvolvimento na infância; após isto, apresentamos a analise dos documentos. Ao fim, constatamos que os documentos orientadores da Educação Infantil, partem de uma concepção biologicista de desenvolvimento e baseiam-se nas pedagogias do “aprender a aprender”. Concluindo, nós buscamos sintetizar os resultados da análise, tecemos críticas às pedagogias do “aprender a aprender” e destacando a importância da apropriação pelas crianças dos elementos da cultura corporal desde a mais tenra idade, compreendendo que estes devem ser transmitidos tendo como base conceitos científicos.
PALAVRA CHAVE: Criança; Educação Infantil; Cultura Corporal


AUTOR: SELMA MENDES SOUZA MASCARENHAS
ORIENTADOR: SOLANGE MARY MOREIRA SANTOS
TÍTULO: O CURSO DE PEDAGOGIA: O QUE DIZEM OS EGRESSOS SOBRE O SEU LUGAR DE PROFESSOR ALFABETIZADOR
RESUMO:
O analfabetismo no Brasil se constitui num problema educacional, político e social de grande relevância que se arrasta ao longo da nossa história, sendo a formação do professor alfabetizador um dos fatores que precisa ser repensado, a fim de que possamos superá-lo. Nessa perspectiva, questionamos: como a atual proposta pedagógica do curso de Pedagogia da UEFS vem contribuindo para a formação de professores alfabetizadores? Como os professores que são formados no referido curso se sentem com relação à tarefa de ensinar a ler e escrever? A proposição do Curso de Pedagogia, segundo a Resolução CNE/CP 01/2006, define a docência como base para a formação do pedagogo, devendo este atuar, prioritariamente, na Educação Infantil e nas séries iniciais do Ensino Fundamental, quando os processos de aquisição da leitura e da escrita devem ser consolidados. Nesse sentido, o objetivo geral deste trabalho se constitui em conhecer as perspectivas de professores egressos sobre a importância do curso de Pedagogia da UEFS na sua própria formação como professores alfabetizadores. Este estudo de caráter qualitativo, utilizou como estratégias metodológicas a pesquisa documental sobre as normatizações do referido curso e sua organização curricular (em âmbitos nacional e local) e a entrevista semiestruturada com cinco professoras que atuavam em classes de 1º ano em 2014, egressas do curso de Pedagogia da UEFS.Ao longo da pesquisa abordamos as diferentes concepções de alfabetização que permeiam a história da educação no Brasil e as diversas compreensões teóricas e metodológicas sobre o processo de alfabetização que buscam influenciar diretamente a prática pedagógica do professor alfabetizador, a partir de teóricos como Ferreiro (2012), Soares (2002, 2004), Britto (2003), Kleiman (2007), Mortatti (2000) e Morais (2006). Discutimos também, algumas ideias sobre currículo, utilizando como suporte as contribuições de Gimeno Sacristán (2000), Veiga-Neto (2002), Goodson (2007) e Silva (1999), passando, em seguida, a discorrer sobre a construção histórica do currículo do curso de Pedagogia no Brasil e sua relação com a formação de professores alfabetizadores, a partir de autores como Saviani (2012), Libâneo (2006), Pimenta (1999), Brzezinski (2012) e Scheibe (2007). Por fim, analisamos o curso de Pedagogia da UEFS a partir de documentos normativos e organizacionais, bem como das entrevistas realizadas com as docentes, sujeitos dessa pesquisa, buscando compreender o lugar e a importância da alfabetização no referido curso, contando com a contribuição dos teóricos supracitados, além de Tardif (2011), Brito (2006), Nóvoa (2009), Weisz (2003), entre outros. A investigação sinalizou, dentre outras coisas, para a persistente ausência de identidade do curso, observada desde a sua gênese, pretendendo, na atualidade, formar o docente para atuar em classes de Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental como também o especialista para atuar no campo escolar e em espaços não educativos, o que promove o inchaço e a fragmentação do currículo, tendendo para a superficialidade e precarização da formação e; paraa necessidade de uma revisão do curso de Pedagogia da UEFS (enquanto lócus da formação do professor que ensina a ler e a escrever), ressaltando que a alfabetização precisa conquistar um maior espaço em seu currículo, considerando que urge qualificar a formação docente para o ensino da leitura e da escrita, garantindo a todos os educandos, o direito de ingressar no mundo da cultura letrada de forma consciente e competente.
PALAVRA CHAVE: Curso de Pedagogia. Formação de professores alfabetizadores. Currículo


AUTOR: TÂNIA MARIA NUNES NASCIMENTO
ORIENTADOR: MARIA HELENA DA ROCHA BESNOSIK
TÍTULO: FORMAÇÃO CONTINUADA EM SERVIÇO E O PROGRAMA GESTAR: UM ESTUDO SOBRE A PRÁTICA DE PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA
RESUMO:
Esta pesquisa propõe investigar a prática docente assumida por professores com formação em Língua Portuguesa voltando sua atenção para o desenvolvimento de atividades em sala de aula, com interesse mais específico em conhecer de que modo esses professores com formação no Programa de Gestão da Aprendizagem Escolar - Gestar) se apropriam do conhecimento adquirido para realizar a Transposição Didática. A pesquisa se desenvolve a partir de três questionamentos: a) Em que princípios epistemológicos professores que participam da formação do Gestar alicerçam sua prática? b) Qual a concepção de linguagem que permeia as atividades de ensino de língua portuguesa dos professores que participam do Gestar? c) De que modo o professor com formação no Programa Gestar se apropria do conhecimento e realiza a Transposição Didática? A investigação se enquadra nos princípios da pesquisa qualitativa e com base nessa fundamentação foram analisados conteúdos das entrevistas individuais e dados coletados durante as observações das aulas de Língua Portuguesa de quatro professoras. A pesquisa se alinha com os aportes teóricos da Linguística Aplicada e recorre a teoria da concepção de língua de Bakhtin (2012), especificamente a relação entre sujeito e linguagem como um fenômeno social, histórico e dinâmico e recorre, ainda à teoria da Transposição Didática seguindo os pressupostos de Chevallard (1991) e as discussões de Rafael (2001), além de outros teóricos pertinentes às demais discussões. Em decorrência de nossa análise constatamos que a formação do Gestar imprimi baixo alcance na mudança das práticas de sala de aula no ensino de Língua Portuguesa, embora exerça alta influência na formação do professor e na compreensão a respeito das concepções de linguagem e de ensino que devem orientar o exercício profissional. Os resultados nos levam a refletir a necessidade de fortalecimento e aprofundamento das discussões a respeito da transposição do saber acadêmico em saber escolar.
PALAVRA CHAVE: Formação Continuada; Gestar; Linguagem; Transposição Didática


AUTOR: WEDESON OLIVEIRA COSTA
ORIENTADOR: ANDRÉIA MARIA PEREIRA DE OLIVEIRA
TÍTULO: A PARTICIPAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA E ANÁLISE DE MATERIAIS CURRICULARES ELABORADOS EM UM TRABALHO COLABORATIVO
RESUMO:
O objetivo desta dissertação é analisar como professores de matemática participam da elaboração de tarefas matemáticas que constituem um material curricular educativo em um trabalho colaborativo e analisar as tarefas matemáticas produzidas por esses professores nesse contexto. Assim, o foco desta investigação é a participação dos professores e a produção das tarefas matemáticas. Desta forma, os constructos teóricos apresentados por Jean Lave e Etienne Wenger foram utilizados para compreender a participação dos professores e os marcadores de tarefas apresentados por Jonei Barbosa utilizados como referência para a análise das tarefas matemáticas. O contexto desta pesquisa foram as reuniões do Observatório da Educação Matemática (OEM-Bahia) sediado na Universidade Federal da Bahia (UFBA) formados por professores (educação básica e superior) e estudantes da Licenciatura em Matemática e Pós-Graduação da Universidade Estadual de Feira de Santana e da UFBA. A abordagem metodológica utilizada foi a qualitativa, na qual utilizamos como procedimentos de coleta de dados a observação e as entrevistas estimuladas para as análises referentes à participação dos professores, e análise documental das tarefas matemáticas que constituem um material curricular educativo elaboradas pelos professores durante o trabalho colaborativo. Os resultados apontaram que a participação dos professores na elaboração de tarefas matemáticas ocorre de três formas distintas: contemplando objetivos comuns do grupo, compartilhando sobre modos de elaborar questões matemáticas investigativas ou exploratórias e produzindo tarefas na perspectiva das práticas que participam outros professores de matemática. Essas formas de participar têm relação com o empreendimento conjunto estabelecido pelo grupo para a elaboração das tarefas, com o repertório compartilhado entre os membros do grupo que possibilitou indícios de mudanças nas práticas que os professores participam e com o que o grupo reifica a partir da participação na prática social. Em termos das tarefas que foram elaboradas por meio da participação dos professores no OEM-Bahia podemos observar que as tarefas matemáticas se apresentaram nas formas convergentes, divergentes e alternadas, a depender dos marcadores de tarefas, permitindo uma análise sobre a liberdade de escolha do grupo durante o delineamento das tarefas, a depender da prática que os professores participam e do contexto das salas de aula. Em termos dos marcadores de tarefas matemáticas, a análise nos permitiu expandir o constructo teórico, apontando a possibilidade de tarefas com isolamento alternativo, pois as relações estabelecidas durante a implementação de tarefas podem ficar por conta dos professores e das negociações com os estudantes. Além disso, propomos o marcador com relação aos procedimentos que são requeridos aos estudantes durante a implementação de tarefas matemáticas, a este denominamos foco de ensino. Essa análise possibilitou compreendermos que tanto os marcadores de tarefas quanto o quadro de análise de tarefas matemáticas permitem aprofundar teoricamente a análise de tarefas matemáticas elaboradas em diferentes contextos e práticas sociais.
PALAVRA CHAVE: Participação; Professores; Elaboração; Tarefas Matemáticas
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